Project Description

PROJETO COMPOSTA SÃO PAULO

Projeto Composta São Paulo implanta compostagem residencial em mais de 2.000 domicílios

O “lixo” urbano é um dos entraves ao desenvolvimento sustentável das grandes cidades.  Em São Paulo, 11a. cidade mais populosa do mundo, mais de 12 milhões de habitantes geram cerca de 20.000 toneladas de “lixo” por dia, que são destinados a dois aterros sanitários. Destes, mais de 6.000 toneladas são de resíduos orgânicos domésticos.

O descarte de orgânicos em aterros, embora regulamentado pela Cetesb, tem limitações de espaço e altos custos administrativos tanto na construção como na manutenção, tanto para o tratamento do chorume como monitoramento ambiental durante anos, mesmo após sua desativação. Além disso, segundo a PNRS, os aterros devem ser usados apenas para o descarte dos rejeitos e não mais para resíduos orgânicos.

Outro fator de alto custo ambiental provém da emissão de metano, produzido com o aterramento dos resíduos orgânicos, e outros GEE emitidos durante o transporte. Cada caminhão transporta, em média, 10 toneladas de resíduos por viagem, portanto são necessárias mais de 600 viagens para se descarregar todos os resíduos orgânicos domésticos gerados em um único dia na cidade de São Paulo. Consegue imaginar o impacto ambiental que o descarte desses resíduos provoca na cidade e no meio ambiente? Toda essa logística demanda recursos públicos que poderiam ser alocados em projetos sociais e educativos, por exemplo.

A boa notícia é que, por meio da compostagem residencial, mais de 95% dos resíduos orgânicos domésticos podem facilmente ser reciclados dentro dos próprios domicílios. Além de evitarem o acúmulo nos aterros e as emissões no transporte, a compostagem doméstica gera excelentes adubos naturais, que podem ser aproveitados no plantio de hortas e jardins, tornando a cidade mais verde e mais sustentável. Com essa perspectiva em mente, a Morada da Floresta, especializada em compostagem in loco residencial e profissional, idealizou e executou o projeto Composta São Paulo. Essa iniciativa da Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo, realizada em 2014 pelas concessionárias de limpeza urbana Loga e Ecourbis, plantou a semente para a construção de uma política pública de estímulo à prática da compostagem na capital paulista e no Brasil.

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Objetivo e resultados

O objetivo do Composta São Paulo foi conscientizar os moradores de São Paulo sobre a importância da compostagem doméstica, ensinar a prática da compostagem, monitorar os resultados e levantar informações para a multiplicação dessa atividade sustentável entre a população do município. Mais de 10.000 famílias se inscreveram para participar do projeto, que selecionou 2.006 domicílios de diferentes perfis em condomínios, escolas e comunidades (Centros de Apoio).

Cada domicílio recebeu uma composteira doméstica e seus moradores participaram de oficinas de compostagem e plantio. Além das atividades presenciais, as pessoas passaram a integrar uma comunidade online para troca de conhecimento e experiência, gerando uma base de dados valiosa para impulsionar a elaboração de uma política pública que fomente a prática da compostagem doméstica na cidade de São Paulo, em sintonia com hábitos mais sustentáveis e mais saudáveis.

Além da prática da compostagem, os participantes respondiam a questionários que permitiram monitorar o desenvolvimento da prática. Os dados revelaram que 97% dos 2.006 domicílios contemplados se revelaram satisfeitos ou muito satisfeitos com o programa e se mantiveram engajados na compostagem doméstica. 80% dos participantes revelaram que usavam o adubo gerado dentro da própria casa ou de amigos e 17% cediam o adubo para jardins de prédios e escolas.

O projeto durou doze meses e revelou a viabilidade da compostagem doméstica como a melhor alternativa para reduzir o descarte e promover a reciclagem dos resíduos orgânicos, com benefícios sociais, econômicos e ambientais para cidade e para a população. “A experiência numa cidade tão diversa e complexa como São Paulo revelou a consistência do projeto, que pode ser replicado em prefeituras e comunidades de grande ou pequeno porte”, revela Cláudio Spínola, sócio da Morada da Floresta e gestor do projeto. Após o Composta São Paulo, a Morada implementou compostagem em todas as escolas municipais de Ilhabela (Projeto Escolas Resíduo Zero) e participou de projetos de compostagem doméstica das prefeituras de Rancho Queimado (Santa Catarina) e Palotina (Paraná). “Nosso mais recente projeto é o Ilha Limpa, que prevê a implantação da compostagem na comunidade Ilha Diana, em Santos, litoral de São Paulo”, completa Cláudio.

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Detalhes do projeto

  • Ano: 2014
  • Localidades: cidade de São Paulo
  • Famílias beneficiadas: 2.006
  • Iniciativa: Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo
  • Realização: Loga e Ecourbs
  • Idealização e execução: Morada da Floresta
  • Estratégia e mobilização: Sintropia
  • https://compostasaopaulo.eco.br

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social@moradadafloresta.eco.br

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