VideoCast Câmara Municipal de São Paulo – Palestrante defende idéia do resíduo sólido como um bem (2012-08)

Fonte: Portal da Câmara Municipal de São Paulo – Fique por Dentro – Palestrante defende idéia do resíduo sólido como um bem.
Matéria publicada: (10/8/2012 – 15h21)

Aspectos legais e normativos da compostagem foram o assunto da primeira mesa do seminário realizado na Câmara Municipal nesta sexta-feira. Patrícia Iglesias, do Centro Multidisciplinar de Estudos em Resíduos Sólidos da Universidade de São Paulo (USP), abriu o debate definindo o resíduo como “bem jurídico e socioambiental”. “Se as pessoas entendessem isso lidariam melhor com a compostagem”, completou.

 

Para Patrícia, esse esclarecimento faz com que as pessoas compreendam o valor do resíduo, que além de “promover cidadania e gerar de trabalho”, tem um custo correspondente ao seu descarte ou reciclagem. “Se isso não entra no preço de venda, a sociedade paga”, argumentou.

Segundo Beto Graziano, supervisor de abastecimento da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, a cidade de São Paulo gasta cerca de R$ 100 com cada tonelada de lixo. Ele sugeriu que, com a redução dos resíduos orgânicos, o dinheiro poderia ser gastos em “coisas mais úteis”. “Vamos ser ousados e usar isso em auxílios à compostagem”, propôs.

Já Márcio Matheus, da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), lembrou que não é tão simples a determinação do valor dos resíduos, que hoje sofrem com a dependência do mercado. “A cadeia produtiva hoje só vê como reciclagem o que tem valor comercial. O resto vem pra gente”, criticou, lembrando que os produtores têm que se responsabilizar por toda a cadeia produtiva.

Também participaram da mesa de discussões Leda Aschermann, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente; Cristiano Iwai, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb); e Ricardo Lobo, da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa).